Por Wanglézio Braga
Mais de 30 produtores rurais participaram hoje (17) de um treinamento sobre colheita e pós-colheita do café robusta amazônico realizado no Projeto de Assentamento (PA) Tocantins, em Porto Acre. A capacitação ocorreu na propriedade do produtor Patrick Souza e foi promovida pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), reunindo especialistas da Embrapa Rondônia para compartilhar técnicas capazes de elevar a qualidade do café produzido no Acre.
Durante o evento, os pesquisadores Josimar Aleixo e Enrique Alves destacaram a importância de cada etapa da produção para alcançar cafés de maior valor agregado. Segundo a engenheira agrônoma Michelma, da Seagri, Porto Acre já se destaca nas edições do concurso QualiCafé, mas ainda há espaço para aperfeiçoamento. “Pequenos ajustes na colheita e no pós-colheita podem fazer uma grande diferença na qualidade final do café que chega à xícara do consumidor”, ressaltou. Ela destacou ainda que a produção de cafés especiais começa desde a escolha da área de plantio, das mudas e dos clones utilizados.

O pesquisador Enrique Alves explicou que a colheita e o pós-colheita representam o momento decisivo de um trabalho que leva cerca de dois anos para ser concluído. Entre os temas abordados, estiveram o processamento individual dos clones, a identificação de perfis sensoriais e técnicas inovadoras, como a fermentação anaeróbica autoinduzida. “A colheita e o pós-colheita são fundamentais para valorizar o café, conquistar novos mercados e aumentar a renda do produtor”, destacou. Segundo ele, a adoção de boas práticas permite que o robusta amazônico alcance consumidores mais exigentes e mercados premium.
Para o produtor Patrick Souza, anfitrião do treinamento, a troca de conhecimento foi essencial para aprimorar a produção. Ele destacou que aprendeu sobre o momento correto da colheita, os cuidados com o armazenamento e a secagem dos grãos. “Capacitações como essa ajudam a melhorar a qualidade do café produzido no Acre e fortalecem a cafeicultura regional”, afirmou.

