Por Wanglézio Braga
O preço do tomate comercializado na Central de Abastecimento de Rio Branco (Ceasa-AC) subiu 63,6% em setembro de 2026, uma das maiores altas registradas entre as centrais de abastecimento do país. O percentual ficou atrás apenas do observado na Ceasaminas, em Belo Horizonte, onde o aumento chegou a 71,5%. Em Vitória (ES), a elevação foi de 61,4%, enquanto Campinas (SP) registrou alta de 52,7%. Os dados são do Boletim Hortifrutigranjeiro da Conab divulgado nesta semana.
Além da valorização, a Ceasa de Rio Branco teve uma redução de 45% no volume comercializado em relação a agosto, a maior queda entre as unidades analisadas. No conjunto das centrais brasileiras, a movimentação recuou 4% no mesmo período. A diminuição da oferta contribuiu para pressionar os preços, em um cenário de menor disponibilidade do produto no mercado.
O levantamento aponta que as chuvas intensas e frequentes nas regiões produtoras do Sudeste e do Sul prejudicaram o ritmo da colheita em setembro. O excesso de chuva também retardou a maturação dos frutos e reduziu a quantidade de tomate enviada às centrais. O movimento ocorreu após julho, quando a oferta atingiu o maior nível do ano e provocou queda nos preços, seguido por uma redução de 8% na comercialização em agosto.
O reflexo já é percebido pelo consumidor acreano nos meses de outubro e novembro. Nos supermercados do estado, o quilo do tomate está custando, em média, R$ 13. A combinação entre menor oferta nas centrais e dificuldades nas regiões produtoras ajuda a explicar a pressão sobre os preços, que pesa diretamente no orçamento de quem compra o produto para o consumo diário.
