Por Wanglézio Braga
O Ministério da Agricultura (MAPA) prorrogou por mais um ano a emergência fitossanitária no Acre em razão da necessidade de manter as ações de prevenção e controle da monilíase do cacaueiro. Para a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), a decisão já era esperada e faz parte do trabalho de monitoramento e contenção da praga. Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Rocha, coordenador do Programa Estadual do Cacau, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) vem desenvolvendo um trabalho que se tornou referência no enfrentamento da doença.
Entre as principais orientações aos produtores está o cuidado com o beneficiamento das amêndoas antes da comercialização, principalmente quando o produto será levado para outro estado. Marcos explica que a fermentação e a secagem adequadas ajudam a reduzir o risco de disseminação da praga. Os produtores também devem utilizar sacarias novas, sem reutilização, para diminuir a possibilidade de transporte de material contaminado para outras áreas. A Seagri também orienta os produtores e técnicos a seguirem as normas fitossanitárias em vigor durante todo o processo de produção e comercialização.
Para o transporte das amêndoas de cacau, o produtor precisa cumprir uma série de exigências. De acordo com a orientação apresentada por Marcos Rocha, são necessários três documentos principais: a nota fiscal do produtor, um laudo técnico emitido por engenheiro agrônomo habilitado pelo Ministério da Agricultura atestando que o cacau passou pelo processo adequado de fermentação e secagem e a nota fiscal da sacaria nova utilizada no transporte. A documentação e os cuidados no beneficiamento fazem parte das medidas adotadas para evitar que a monilíase seja levada para outras regiões produtoras.
A orientação da Seagri é para que produtores e técnicos mantenham atenção redobrada e procurem orientação antes de transportar ou comercializar o cacau para fora do estado. O trabalho, segundo Marcos, precisa ser feito de forma conjunta, envolvendo todos os elos da cadeia. A estratégia inclui capacitações, seminários, palestras e intercâmbios, além das ações de fiscalização e monitoramento. A ideia é evitar que um descuido no campo ou no transporte comprometa o esforço que vem sendo feito para proteger a cacauicultura acreana.
