Por Wanglézio Braga
O Governo Federal decidiu manter por mais um ano a emergência fitossanitária nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia diante do risco de entrada da Moniliophthora roreri, fungo causador da monilíase do cacaueiro. A decisão reforça as medidas de prevenção para proteger a produção de cacau e evitar prejuízos econômicos à cadeia produtiva da Região Norte. A prorrogação foi oficializada por meio da Portaria MAPA nº 939, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU).
Embora a doença ainda não tenha sido registrada oficialmente nessas unidades da federação, o Ministério da Agricultura considera que o risco continua elevado, principalmente por causa da proximidade com áreas onde o fungo já está presente. A manutenção da emergência permite que os órgãos de defesa agropecuária continuem adotando ações especiais de monitoramento, fiscalização e resposta rápida em caso de suspeitas da praga.
No Acre, a medida é vista como importante para preservar uma atividade que vem ganhando espaço entre os produtores rurais. A vigilância permanente é considerada fundamental para impedir que a monilíase comprometa a produção de cacau, já que a doença pode causar perdas expressivas e afetar diretamente a renda das famílias que dependem da cultura. A nova portaria entra em vigor no dia 5 de agosto e terá validade de um ano.
