Por Wanglézio Braga
A chegada da safra do abiu tem chamado a atenção dos consumidores nos mercados de Rio Branco, especialmente pelo tamanho avantajado da fruta, considerada uma das espécies nativas mais tradicionais da Amazônia. No Mercado Provisório Elias Mansour, os frutos maiores estão sendo vendidos por quatro unidades a R$ 10, enquanto os menores saem por seis unidades pelo mesmo valor.
Produtora rural e feirante há décadas, Maria Silva conta que a produção deste ano surpreendeu pela quantidade e qualidade dos frutos. Segundo ela, alguns pés chegaram a render até cinco caixas durante a safra. “É uma coisa bonita. Minha irmã está tirando cinco caixas de cada pé”, relatou. A produtora explica que o abiu começa a produzir entre três e quatro anos após o plantio e que a colheita acontece todos os anos entre maio e junho.

Mesmo com o início da safra, Maria afirma que a procura ainda é tímida, mas acredita que as vendas devem aumentar à medida que mais pessoas encontrarem a fruta nas bancas. O que mais chama atenção é que os frutos crescem naturalmente, sem aplicação de produtos químicos. “A gente não coloca nada. Só junta as folhas do quintal e joga no pé dele”, explicou a feirante, que acompanha a rotina dos mercados públicos da capital desde a infância.
Além de ser consumido in natura, o abiu pode ser utilizado na preparação de sucos, sorvetes e geleias. Rico em nutrientes e com sabor adocicado, o fruto é uma das joias da biodiversidade amazônica e, durante esta época do ano, ganha espaço nas feiras e mercados da capital acreana.
