Por Wanglézio Braga
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (30), a Portaria SPA/MAPA nº 319, que aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do milho de segunda safra no Acre referente ao ciclo 2026/2027. A medida define os períodos de menor risco para o plantio do milho safrinha e serve como referência para produtores rurais planejarem a próxima safra com mais segurança.

O estudo leva em consideração uma série de fatores climáticos e agronômicos, como distribuição das chuvas, temperatura, altitude, disponibilidade de água no solo e o ciclo das cultivares. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é uma das principais ferramentas utilizadas para reduzir perdas na produção agrícola provocadas por eventos climáticos adversos, além de orientar decisões técnicas no campo. Segundo o documento, as análises foram realizadas com base em séries históricas de dados meteorológicos entre 1992 e 2022, reunindo informações de estações do Inmet, ANA, CPTEC/INPE e outras redes de monitoramento climático.
A portaria informa que as seis classes de disponibilidade de água no solo (AD1 a AD6) são consideradas aptas para o cultivo da cultura no estado. Também estabelece restrições para áreas de preservação permanente, solos rasos, terrenos com excesso de pedras, áreas sujeitas a alagamentos e locais que não estejam em conformidade com a legislação ambiental vigente. O documento ainda destaca que o ZARC é direcionado ao cultivo de sequeiro, enquanto áreas irrigadas devem seguir as recomendações específicas da assistência técnica oficial. Na prática, o novo zoneamento oferece um importante instrumento para que os produtores acreanos possam tomar decisões mais seguras antes do plantio, reduzindo riscos e aumentando as chances de uma boa produtividade.
