Por Wanglézio Braga
O 2º Seminário Estadual de Cafeicultura, realizado nesta quarta-feira (22), em Rio Branco, foi encerrado com um debate marcado por denúncias de supostas pulverizações irregulares com drones em propriedades rurais do Acre e que tem prejudicado áreas dos cafezais. Um dos relatos mais contundentes partiu de um produtor do Projeto de Assentamento Tocantins, em Porto Acre, que afirmou que a prática tem provocado prejuízos e preocupação entre cafeicultores e agricultores da região. Produtores denunciaram que aplicações aéreas estariam atingindo açudes, hortas e lavouras de café.
As reclamações foram direcionadas ao chefe da Divisão de Uso do Solo do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), Alessandro Amaral, que confirmou a existência de denúncias formalizadas envolvendo municípios das regiões do Baixo e Alto Acre. Segundo ele, os produtores devem registrar as ocorrências pelos canais oficiais ou diretamente na sede do órgão para que sejam instaurados processos de investigação. Amaral também destacou que empresas e operadores que realizam pulverização com drones precisam estar devidamente cadastrados, e as atividades dependem do licenciamento ambiental exigido pela legislação.
Durante o debate, produtores rurais cobraram uma atuação mais efetiva do IMAC na orientação dos operadores e na fiscalização das aplicações. Entre as críticas, participantes afirmaram que o órgão deveria ampliar campanhas educativas, investir em equipes de fiscalização e intensificar ações de conscientização sobre o uso correto da tecnologia. Outro ponto levantado foi a saída antecipada do representante do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), que deixou o evento antes do espaço destinado às perguntas dos participantes, o que gerou insatisfação entre parte do público, tendo em vista que o tema abrange o órgão.
