Por Wanglézio Braga
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma portaria que aprova o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do milho consorciado com braquiária na primeira safra do Acre, referente ao ano-safra 2026/2027. A medida já está em vigor e estabelece os períodos mais seguros para o plantio, com base em estudos técnicos que buscam reduzir os riscos provocados pelas condições climáticas e aumentar as chances de sucesso da produção.
O zoneamento considera fatores como disponibilidade de água no solo, temperatura, altitude e índices de risco climático para definir as épocas mais adequadas de semeadura. O estudo também leva em conta séries históricas de dados meteorológicos coletados entre 1992 e 2022, além de informações de estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas (ANA), CPTEC/INPE e outras instituições. Os riscos foram classificados em níveis de 20%, 30%, 40% e acima de 40%, considerado inviável para o cultivo.
Segundo o Mapa, o sistema de cultivo consorciado entre milho e braquiária traz benefícios tanto para a produção agrícola quanto para a pecuária. Enquanto o milho garante a produção de grãos, a braquiária pode ser utilizada como forrageira para alimentação animal e, posteriormente, como cobertura vegetal, favorecendo o sistema de plantio direto, reduzindo a erosão e contribuindo para a conservação do solo.
A portaria também reforça que os resultados do ZARC pressupõem a adoção de boas práticas agrícolas, como manejo adequado do solo, controle de pragas e doenças, escolha correta das cultivares e respeito à legislação ambiental. Áreas de preservação permanente, solos rasos, muito pedregosos, várzeas inundáveis e locais em desacordo com a legislação ambiental permanecem sem recomendação para o cultivo.
