Por Wanglézio Braga

O cafeicultor Raimundo Carlos chega à Expoacre 2026 levando ao público de Rio Branco uma marca que nasceu no Vale do Juruá e já começa a conquistar espaço no mercado acreano. O Café Milu, produzido na Fazenda Ouro Preto, representa um modelo de produção que vai do cultivo à torra, agregando valor dentro da própria propriedade e fortalecendo a cafeicultura acreana. Segundo o produtor, participar da maior feira de negócios do estado é uma oportunidade de apresentar um produto que já faz sucesso na região do Juruá e ampliar sua presença na capital. O nome da marca também carrega um significado especial: Milu é a junção das iniciais dos netos Miguel e Luísa, uma homenagem da família que inspirou o empreendimento.
Raimundo explica que toda a matéria-prima utilizada na produção do Café Milu é cultivada pela própria fazenda. “A gente planta, produz as mudas, colhe, torra, faz tudo. É um café produzido integralmente por nós”, afirma. Atualmente, a Fazenda Ouro Preto mantém cerca de 220 mil pés de café plantados e gera aproximadamente 50 empregos diretos. A meta, segundo o cafeicultor, é alcançar 400 mil pés nos próximos anos. O crescimento da cafeicultura no Juruá tem impulsionado a geração de emprego e renda, consolidando o café como uma das principais apostas do agronegócio acreano.
Para o produtor, investir na cultura do café foi uma decisão que já apresenta resultados concretos para a economia regional. “O café está transformando a vida do Juruá e do Acre. É uma cultura que gera renda, emprego e agrega valor em pequenas áreas, sem necessidade de derrubar floresta. Muita gente já está substituindo parte da área antes destinada ao boi pelo café”, destaca. Raimundo também ressaltou o trabalho da Cooperativa Coopercafé, presidida por Jonas Lima, e o apoio recebido das instituições públicas para fortalecer a cadeia produtiva no estado.
A expectativa do cafeicultor é que a Expoacre 2026 fortaleça ainda mais a visibilidade do Café Milu e da produção acreana. Para ele, o momento vivido pelo setor demonstra que o café deixou de ser apenas uma promessa e passou a fazer parte da realidade econômica de centenas de famílias. “Não é algo que vai acontecer no futuro. Já está acontecendo”, resume, ao destacar o crescimento da atividade e o impacto positivo que ela vem gerando no interior do Acre.
