Por Wanglézio Braga
O apicultor José Augusto, do Apiário JC, no município de Bujari, participa da Expoacre 2026 levando ao público uma seleção especial de méis produzidos no Acre. Entre os destaques está o mel com predominância da florada de ipê, conhecido pelo sabor mais adocicado e pelas características marcantes da vegetação amazônica, além do mel da abelha Uruçu, uma espécie sem ferrão que desperta a curiosidade dos visitantes. A expectativa é apresentar ao consumidor a diversidade da produção apícola acreana e incentivar o consumo de produtos locais.
Segundo José Augusto, a atual safra reflete principalmente as floradas de ipê e canafístula, que conferem identidade ao mel produzido no apiário. “Existem outras floradas, mas a predominância agora é dessas árvores, e isso traz características próprias para o mel”, explica. A produção de mel no Acre ganha cada vez mais espaço, impulsionada pela qualidade do produto e pelo crescimento da apicultura familiar. Entre as novidades deste ano, o produtor destaca o mel da abelha Uruçu, uma espécie nativa sem ferrão, apreciada pelo sabor delicado e pela importância para a conservação ambiental.

A história de José Augusto com a apicultura começou ainda na família. O avô criava abelhas há cerca de 50 anos, tradição que ele decidiu resgatar há quatro anos ao fundar o Apiário JC. O trabalho, segundo ele, tem sido recompensador. Somente no ano passado, os apicultores de Bujari produziram mais de três toneladas de mel, resultado que reforça o potencial da atividade no município. Em setembro, a cidade também sediará a edição do Festival do Mel, evento que valoriza os produtores e fortalece a cadeia produtiva.
Para José Augusto, trabalhar com abelhas vai muito além da produção de mel. A atividade contribui diretamente para a polinização das plantas, favorecendo outras culturas agrícolas e a preservação ambiental. Ao ser perguntado sobre o sabor de trabalhar com mel, ele respondeu com bom humor: “É doce, com certeza é doce”.
