Por Wanglézio Braga
Um dos responsáveis pela avaliação dos cafés inscritos no QualiCafé 2026, o Q-grader Tassio Souza, do Espírito Santo, participou da banca de degustadores que analisou os cafés apresentados na competição. Profissional habilitado para avaliar as características de uma xícara e transformar essas informações em dados para o mercado, ele afirma ter se surpreendido com a qualidade e, principalmente, com a diversidade encontrada nos cafés produzidos no Acre.
Durante a avaliação, Tassio conta que a banca reuniu profissionais do mercado, professores, pesquisadores e especialistas ligados à extensão para analisar as amostras. Ao Portal Acre Mais ele disse que entre os cafés avaliados, foram identificadas notas sensoriais de nozes tostadas, características frutadas, acidez brilhante, bom corpo e textura, além de diferentes níveis de doçura e equilíbrio. Segundo ele, os cafés finalistas deste ano também apresentaram características como acidez licorosa e notas de açúcar mascavo.

A avaliação considera dez atributos sensoriais, entre eles fragrância, aroma, sabor e equilíbrio. A partir desse conjunto de características, o café recebe uma pontuação que pode variar de zero a cem pontos. Os cafés que alcançam 80 pontos ou mais são classificados como Fine Cup. Para Tassio, o resultado encontrado nas amostras acreanas demonstra que o estado possui cafés capazes de apresentar diferentes perfis na xícara e despertar interesse do mercado especializado.
“A diversidade aromática, a potência dos cafés acreanos, eu acho que é surpreendente”, resumiu o avaliador. A observação ganha significado justamente porque vem de um profissional que chegou ao Acre para analisar as amostras e encontrou, nas xícaras, uma variedade de características que vai além de um único perfil. O nome dos 15 finalistas do concurso foram divulgados pela Secretaria de Agricultura do Estado (SEAGRI). Brasiléia é a cidade com maior número de finalistas. Porto Walter é estreante. Já Acrelândia dispõe do produtor que mais participou de uma final.
