Por Wanglézio Braga
Produtores rurais, estudantes e moradores participaram, na manhã desta sexta-feira (25), de uma palestra sobre a cadeia produtiva do cacau durante a programação da Expo Fronteira, em Assis Brasil, no interior do Acre. A atividade foi conduzida pelo coordenador do Núcleo do Cacau da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Marcos Rocha, que apresentou ações desenvolvidas pelo governo do Estado para estimular a produção e a agregação de valor ao fruto na região.
Durante o encontro, Marcos Rocha explicou iniciativas como o Programa Cacau Socioambiental, Cacau Nativo, Cacau de Cultivo e a Rota do Cacau, além de abordar o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (Pecaf). A palestra também tratou de temas ligados ao sistema de produção, controle de pragas e doenças, processamento para fabricação de chocolate e comercialização. Segundo o coordenador, o objetivo foi esclarecer dúvidas e apresentar aos produtores e estudantes as ações de apoio atualmente desenvolvidas pela Seagri para a cadeia do cacau.

A localização de Assis Brasil, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia, também entrou nas discussões. De acordo com Marcos, representantes peruanos que participam da Expo Fronteira demonstraram interesse e fizeram perguntas sobre a produção de cacau no Acre. Para ele, a agricultura pode funcionar como instrumento de integração entre os três países, já que produtores enfrentam desafios semelhantes e também encontram oportunidades comuns em atividades como cacau, café e mel.
A palestra ocorreu em um momento de ampliação das discussões sobre o potencial do cacau na região de fronteira. Para Marcos Rocha, aproximar produtores, estudantes e representantes dos países vizinhos ajuda a criar um diálogo sobre produção, mercado e desafios que ultrapassam os limites estaduais e nacionais. ‘Em Assis Brasil, o cacau apareceu não apenas como uma atividade agrícola, mas como parte de uma agenda de integração econômica entre comunidades que vivem próximas umas das outras, mesmo separadas pelas fronteiras’, destacou.
