Por Wanglézio Braga com informações da Assessoria
O Acre começou a implementar uma nova frente do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) direcionada a comunidades extrativistas, ampliando o alcance de uma das principais políticas públicas de apoio à produção familiar. Coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), a iniciativa deve atender cerca de 280 produtores distribuídos em cinco reservas extrativistas, com recursos federais e apoio de diferentes órgãos estaduais e parceiros institucionais.
Neste momento, a execução está concentrada na identificação e no cadastramento dos beneficiários, etapa considerada estratégica devido às dificuldades logísticas. Em muitas dessas localidades, o acesso ocorre apenas por via fluvial, o que exige planejamento diferenciado. As escolas públicas, nesses territórios, foram definidas como pontos centrais para o recebimento dos alimentos, facilitando a distribuição e garantindo o aproveitamento da produção local.

A ação alcança áreas como as reservas Chico Mendes, Cazumbá/Iracema, Alto Rio Tarauacá, Riozinho da Liberdade e Alto Juruá, envolvendo municípios do Alto Acre ao Juruá. O modelo segue experiências já adotadas em comunidades indígenas e inclui a compra de dezenas de produtos, entre itens da sociobiodiversidade — como açaí e buriti — e proteínas de origem animal.
Para a Secretária, Temyllis Silva, o desafio é levar o programa a territórios historicamente pouco assistidos, garantindo regularidade na compra e escoamento da produção. Ela avalia que a iniciativa também contribui para gerar renda e estimular práticas sustentáveis.
“A expectativa é que o programa comece a operar plenamente a partir de maio, promovendo segurança alimentar e inclusão produtiva para famílias extrativistas (…) Estamos levando o PAA a quem historicamente teve menos acesso às políticas públicas, garantindo renda, valorização da produção local e mais dignidade para as famílias extrativistas do Acre“, comentou.

