Por Wanglézio Braga
A tecnologia da impressão 3D está conquistando espaço no agronegócio acreano e foi um dos destaques da Expoacre 2026. A SOS 3D, empresa comandada pelo CEO Erick Melhorst, apresentou ao público aplicações que vão muito além de objetos decorativos. A impressão 3D já é utilizada para fabricar peças mecânicas, conexões, componentes para máquinas agrícolas e soluções sob medida para o setor agropecuário, reduzindo custos e agilizando a reposição de equipamentos.
Segundo Erick, a tecnologia começou a ganhar força no Acre há cerca de um ano e meio. O processo consiste no derretimento de filamentos que são depositados camada por camada, formando peças com alta precisão. A impressão 3D permite produzir desde pequenos brindes e miniaturas até peças técnicas para caminhões, máquinas e equipamentos agrícolas, atendendo demandas que muitas vezes não encontram reposição no mercado convencional.

Na Expoacre, a empresa também chamou a atenção pela produção de réplicas de animais e esculturas em diferentes tamanhos. Entre os itens mais procurados pelos visitantes estão as cabeças de cavalo e de bovinos, que inclusive foram utilizadas como destaque nos troféus de um dos leilões realizados durante a feira. A versatilidade da tecnologia permite desenvolver projetos personalizados a partir da modelagem digital, atendendo produtores, empresas e colecionadores.
Além da fabricação de peças, a SOS 3D também comercializa impressoras, insumos e oferece assistência técnica especializada no Acre. A empresa mantém um espaço físico em Rio Branco, onde produtores e empreendedores podem conhecer de perto as possibilidades da tecnologia. Para Erick Melhorst, a impressão 3D deixou de ser uma novidade e passa a ocupar um papel cada vez mais importante na inovação do agronegócio, oferecendo soluções rápidas, personalizadas e acessíveis para quem vive e trabalha no campo.
