Por Wanglézio Braga
A primeira edição da Feira do Mel de Rio Branco, realizada no Horto Florestal, atraiu visitantes e profissionais de outros países interessados em trocar experiências sobre a criação de abelhas sem ferrão. Entre eles está o meliponicultor peruano Sixto Cruz, que percorreu aproximadamente 574 quilômetros de Puerto Maldonado, no Peru, até a capital acreana para participar do evento e conhecer novas técnicas de manejo e alimentação desses insetos. Ele chegou a Rio Branco na última sexta-feira (30), acompanhado de um amigo, e foi recebido pela engenheira da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Zandra Pillar.
Com dez anos de experiência na atividade, Cruz mantém há quatro anos uma empresa voltada à meliponicultura e ao turismo. Em seu meliponário, reúne 13 espécies de abelhas sem ferrão, algumas exclusivas da região onde trabalha e outras encontradas com maior facilidade em diferentes áreas da Floresta Amazônica. A proposta é unir a criação desses insetos à conservação ambiental e à valorização da biodiversidade.

Durante a feira, o visitante peruano busca estabelecer contatos com professores, criadores e pesquisadores, além de conhecer tecnologias que possam melhorar a alimentação das abelhas. A troca de conhecimentos também abre possibilidades de parcerias entre produtores do Acre e do Peru, especialmente em regiões que compartilham características ambientais semelhantes.
Cruz avalia positivamente a experiência em Rio Branco e destaca que a atividade em seu país tem uma relação direta com a preservação ambiental. “A interação está muito boa. Estamos conversando com professores, com criadores de abelhas, buscando parcerias. Trabalhar com mel em Porto Maldonado é muito mais uma questão de conservação da floresta do que algo realmente lucrativo”, afirmou.
