Por Wanglézio Braga
O resultado de uma pesquisa academica apresentada durante a I Conferência Internacional Amazônia Nexus 2026, realizada na Ufac, identificou coliformes termotolerantes em todas as amostras de mandim analisadas em três pontos de comercialização de pescado em Rio Branco. Intitulado “Indicadores de contaminação fecal e segurança dos alimentos: Avaliação de coliformes totais e termotolerantes em Mandim (Pimelodus Blochii Valenciennes) comercializados em Rio Branco, no Acre, na Amazônia Ocidental”, o estudo foi desenvolvido por Sthéfane Souza, Júlia Cristiane Costa, Darlan Cortez e Katiuscia Imada. Ao todo, foram examinados 15 peixes, coletados na Ceasa, em um mercado público e em uma peixaria de bairro, e o resultado disso revela vulnerabilidade para consumidores.
Ao Portal Acre Mais, Darlan Cortez explicou que a pesquisa também detectou Escherichia coli (E. coli) em amostras provenientes de dois dos locais avaliados. “A gente não pode generalizar, porque a E. coli tem outras cepas de bactérias que são patogênicas e outras que não são”, afirmou. Segundo ele, o estudo não identificou se a cepa encontrada era capaz de causar doenças e ressaltou: “o número de amostras analisadas não permite estender os resultados a todo o pescado comercializado na capital”.

Os resultados foram comparados com os parâmetros da Instrução Normativa nº 161/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para Cortez, os achados “reforçam a necessidade de atenção à fiscalização e à segurança microbiológica dos alimentos. A presença de indicadores de contaminação fecal pode apontar problemas nas condições de higiene e manipulação, mas são necessárias análises mais amplas para dimensionar a situação e avaliar os riscos à saúde dos consumidores”.
Ele também chama atenção para os cuidados depois da compra, especialmente durante a limpeza do mandim, a retirada das escamas e do couro e o armazenamento do pescado. “A higienização das mãos e dos utensílios, além da conservação em temperatura adequada, ajuda a reduzir os riscos de contaminação”, disse.
