Por Wanglézio Braga
A cadeia produtiva do café voltou a ocupar o centro das discussões no Acre nesta quarta-feira (22), durante o 2º Seminário Estadual da Cafeicultura Acreana, realizado em Rio Branco. O encontro reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições públicas e privadas para debater os avanços, os desafios e as oportunidades de um setor que vem ganhando força no estado. A programação destacou temas como qualidade, manejo, colheita, pós-colheita, assistência técnica e troca de experiências entre cafeicultores de diferentes municípios.

Uma das realizadoras do evento, a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), destacou que o fortalecimento da cafeicultura depende da união entre as instituições e do investimento contínuo na capacitação dos produtores. Segundo a secretária Temyllis Silva, o café deixou de ser apenas uma política de governo para se tornar uma política de Estado, resultado da atuação conjunta do Governo do Acre com seus parceiros. Para ela, o intercâmbio de conhecimento e o acesso às experiências de outras regiões são fundamentais para elevar a qualidade da produção acreana e consolidar o estado como referência na cafeicultura.
Quem vive a realidade das lavouras também reconhece a importância da iniciativa. A cafeicultora Patrícia Albuquerque, de Senador Guiomard, afirmou que o seminário fortalece a busca por cafés de excelência, acompanhando a crescente demanda do mercado por produtos de maior qualidade. “Nós queremos mostrar que o Acre pode produzir excelência, e não apenas commodity. Eventos como esse nos ajudam a produzir melhor e nos motivam a continuar investindo”, destacou.
Para o cafeicultor Gilmar Rosário, de Brasiléia, o maior ganho está na troca de experiências entre produtores e no acesso às orientações técnicas oferecidas durante o seminário. Ele também ressaltou a contribuição da consultoria do Sebrae para o desenvolvimento das propriedades rurais. “Cada produtor traz uma experiência diferente e isso ajuda a melhorar o trabalho na lavoura. É um conhecimento que levamos para casa e colocamos em prática”, afirmou.

