Dia Nacional do Cacau: veja como funciona a Rota que conecta manejo e produção no Acre

Por Wanglézio Braga

No Dia Nacional do Cacau, comemorado hoje (26/03), o Acre aposta em uma estratégia que vai além da produção: conectar territórios, produtores e mercados por meio da chamada “Rota do Cacau”. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), busca mapear e fortalecer toda a cadeia produtiva, desde áreas de floresta com cacau nativo até lavouras cultivadas. A proposta é transformar o cacau em vetor de desenvolvimento sustentável e geração de renda no estado.

Em entrevista ao Portal Acre Mais, o coordenador do Programa Estadual do Cacau, Marcos Rocha, explicou que a rota envolve visitas técnicas aos municípios para identificar produtores, áreas produtivas e potencial de expansão. O trabalho inclui orientações sobre manejo, beneficiamento e comercialização, consolidando uma visão integrada da cadeia do cacau no Acre. “A Rota do Cacau não é apenas sobre produção, é sobre organizar toda a cadeia e dar visibilidade a quem já trabalha com essa cultura no Acre”, explica Rocha.

Atualmente, municípios como Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves já apresentam ocorrência de cacau nativo e potencial produtivo. Um dos destaques é o mapeamento realizado em terras indígenas, como na região do povo Manchineri, na região da tríplice fronteira onde o levantamento participativo apontou áreas com capacidade produtiva relevante.

Com uma área plantada de aproximadamente 80 hectares, a produção de cacau no Acre já apresenta polos relevantes. Municípios como Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Porto Acre, Acrelândia e Rio Branco se destacam na expansão da cultura. A tendência é de crescimento, impulsionada pelo potencial produtivo e pela valorização do cacau no mercado. O avanço da rota também ajuda a dar visibilidade a produtores tradicionais e comunidades indígenas. “Estamos conectando produtores, identificando áreas e abrindo caminhos para o mercado, mostrando que o cacau é uma oportunidade real de renda no estado”, acrescenta.

Além da produção, a estratégia inclui a conexão com mercados consumidores. Compradores já foram identificados em estados como Rondônia (RO), São Paulo (SP), Mato Grosso (MT) e até em Goiânia (GO), ampliando as possibilidades de comercialização. “Quando a gente mapeia o cacau, a gente também abre portas para o produtor acessar melhores preços e novos compradores”, afirmou.

Com o declínio da produção em países africanos, o Brasil ganha espaço no mercado global — e o Acre busca se posicionar nesse cenário. A cadeia do cacau surge como oportunidade estratégica para recuperação ambiental, inclusão produtiva e fortalecimento da economia rural, beneficiando extrativistas, agricultores familiares e comunidades tradicionais. “O cacau une produção, sustentabilidade e inclusão social, sendo uma alternativa estratégica para fortalecer a economia rural acreana”, concluiu.

Marcos Rocha, coordenador do Programa Estadual do Cacau (Foto: Wanglézio Braga)

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