Por Wanglézio Braga

A paixão pelo rodeio falou mais alto desde cedo na vida de Júlio Cesar. Antes de se tornar salva-vidas de rodeio, ele chegou a tentar a carreira como peão de boiadeiro, mas percebeu que seu lugar na arena seria outro. “Eu comecei quando era mais novo e queria ser salva-vidas, mas ninguém me incentivava. Aí fui montar em boi, passei um ano tentando, não deu certo e pensei: do rodeio eu não saio, vou tentar ser salva-vidas de novo”, relembrou.
Com o incentivo de profissionais mais experientes, Júlio foi conquistando espaço até receber a oportunidade de trabalhar em São Paulo, considerado um dos principais centros do rodeio brasileiro. “É meio complicado porque a gente vai sem rumo, pega o avião e vai embora sem saber se vai dar certo ou não. Eu fui, tentei, conheci muita gente, trabalhei no rodeio lá e deu certo”, contou. Apesar de ter retornado ao Acre após enfrentar alguns problemas pessoais, ele mantém o sonho de voltar às arenas paulistas. “Tenho fé em Deus que vou voltar de novo”.
Hoje, Júlio Cesar é presença constante nos rodeios do Acre e também acumula experiências em arenas de Rondônia. Segundo ele, a convivência com profissionais mais experientes foi essencial para seu crescimento dentro da profissão. “Depois que fui para São Paulo, voltei com uma experiência muito boa e ganhei um nomezinho no Acre e em Rondônia. Mas eu gosto mais de ficar por aqui mesmo”, afirmou.
Ao deixar uma mensagem para quem sonha em seguir o mesmo caminho, Júlio foi direto ao ponto: coragem e paixão pela profissão são indispensáveis. “Para ser salva-vidas de rodeio tem que ter coragem e gostar do que faz, porque você coloca a sua vida em risco e também cuida da vida do companheiro dentro da arena. Quando a pessoa tem um sonho e corre atrás, ela consegue. Eu tinha esse sonho e graças a Deus deu certo”, concluiu.

