Por Wanglézio Braga
A decisão da China de reconhecer oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação representa um marco histórico para o agronegócio nacional e abre novas perspectivas para a ampliação das exportações brasileiras, acreanas. O anúncio foi confirmado nesta terça-feira (2) e fortalece ainda mais as relações comerciais entre os dois países, especialmente no setor de proteína animal. China reconhece Brasil livre de febre aftosa sem vacinação passa agora a ser um dos principais selos sanitários para impulsionar a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.
O reconhecimento ocorreu após tratativas conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante missão oficial do ministro André de Paula à China, realizada em maio deste ano. Durante os encontros com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, o governo brasileiro apresentou os avanços do sistema de defesa agropecuária e reforçou o pedido para validação do novo status sanitário nacional. A medida chega um ano após o Brasil receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o certificado internacional de país livre da doença sem necessidade de vacinação.
O novo cenário também pode refletir diretamente em estados produtores da Região Norte, como o Acre. A exemplo da abertura de uma nova estrada econômica para o campo acreano, o reconhecimento sanitário funciona como uma “ponte internacional” que pode facilitar a chegada da carne produzida na Amazônia a mercados cada vez mais exigentes. Com rebanho em crescimento e avanços sanitários nos últimos anos, o Acre poderá aproveitar a valorização da pecuária brasileira para fortalecer suas exportações e ampliar investimentos no setor rural. Em 2025, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões das exportações do agronegócio brasileiro, consolidando-se como principal destino da produção nacional.
