Por Wanglézio Braga
O uso de bioinsumos tem ganhado espaço no campo como alternativa sustentável para a produção agropecuária e agrícola no país. Em entrevista ao Portal Acre Mais, a professora e pesquisadora da Universidade Federal do Acre (UFAC), Clarice Maia, explicou que esses produtos são desenvolvidos a partir de organismos vivos, como bactérias, fungos e até extratos vegetais, sendo aplicados na agricultura, pecuária, piscicultura e até na produção florestal.
Segundo a pesquisadora, o processo de desenvolvimento de um bioinsumo passa por diversas etapas, pela identificação e isolamento de microrganismos com potencial benéfico. Em seguida, são realizados testes para selecionar aqueles capazes de melhorar o desenvolvimento das plantas ou combater pragas e doenças. Após essa fase, o produto é testado em campo e, posteriormente, produzido em larga escala, geralmente com o uso de substratos como arroz, milho ou sorgo, que auxiliam na multiplicação desses organismos.
A aplicação dos bioinsumos pode ocorrer em diferentes fases da produção, desde o tratamento de sementes até o uso direto no solo ou por pulverização nas plantas. Essa versatilidade, segundo ela, permite que o produtor utilize a tecnologia de forma integrada, potencializando os resultados ao longo de todo o ciclo produtivo.
Entre os principais benefícios, Clarice Maia destaca o caráter sustentável da prática. Os bioinsumos são considerados ecologicamente seguros, não oferecem riscos à saúde humana e contribuem para a regeneração do solo. Além disso, favorecem uma produção mais equilibrada a longo prazo, fortalecendo a produtividade sem comprometer o meio ambiente, o que tem atraído cada vez mais produtores interessados em sistemas agrícolas mais sustentáveis.
