Por Wanglézio Braga
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou no Diário Oficial da União da quinta-feira (6) a Portaria SPA/MAPA nº 334, que aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do milho consorciado com braquiária na segunda safra do Acre referente ao ano-safra 2026/2027. O novo zoneamento define os períodos mais indicados para o plantio, reduzindo os riscos climáticos e servindo como referência para produtores rurais e instituições financeiras.
Segundo o documento, o estudo leva em consideração mais de 30 anos de dados meteorológicos, informações sobre temperatura, chuva, disponibilidade de água no solo e características das cultivares para identificar as épocas de menor risco para a semeadura. O ZARC também aponta que o cultivo consorciado entre milho e braquiária contribui tanto para a produção de grãos quanto para a formação de pastagem e cobertura do solo, fortalecendo sistemas de produção mais sustentáveis.
O zoneamento considera aptas ao cultivo as seis classes de capacidade de armazenamento de água no solo (AD1 a AD6), ao mesmo tempo em que exclui áreas de preservação permanente, solos rasos, excessivamente pedregosos, várzeas inundadas e locais em desacordo com a legislação ambiental. As datas de plantio passam a seguir períodos decendiais definidos pelo ZARC, ferramenta amplamente utilizada para orientar o planejamento agrícola e facilitar o acesso ao crédito rural e ao seguro agrícola.
Com a publicação da portaria, os produtores acreanos passam a contar com um instrumento técnico atualizado para planejar a segunda safra de milho consorciado com braquiária. A expectativa é que o zoneamento ajude a reduzir perdas provocadas pelo clima.
