Por Wanglézio Braga
O Governo do Acre decretou situação de emergência em todo o estado devido ao agravamento da seca e à iminente possibilidade de desabastecimento hídrico. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 11.932/2026, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (3), e terá validade de 180 dias.
Segundo o decreto, a decisão leva em consideração o retorno e a intensificação do fenômeno El Niño, a previsão de redução das chuvas entre agosto e outubro, o aumento das temperaturas e o avanço da estiagem em grande parte do território acreano. O governo alerta que a seca poderá comprometer o abastecimento de água, reduzir os níveis dos rios, dificultar a navegação, afetar a agricultura, a pecuária, a pesca, além de elevar o risco de queimadas, incêndios florestais e problemas de saúde causados pela baixa umidade do ar. El Niño, seca severa e queimadas colocam o Acre em estado de alerta para os próximos meses.
Entre as medidas previstas estão a articulação entre os governos estadual, federal e municipal, assistência às comunidades isoladas, monitoramento permanente dos rios, do clima e dos focos de calor, além da distribuição emergencial de água para populações vulneráveis. O decreto também determina prioridade no atendimento a comunidades ribeirinhas, indígenas e rurais, unidades de saúde e escolas públicas, reforçando ainda as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
Na prática, o decreto permite que o Estado atue com mais rapidez diante dos impactos previstos para os próximos meses. Embora o cenário inspire preocupação, a expectativa é que a antecipação das medidas reduza os prejuízos para a população e garanta uma resposta mais eficiente às comunidades que dependem diretamente dos rios e dos recursos naturais para viver.
