Por Wanglézio Braga

O Acre conhece nesta segunda-feira (2) os vencedores do Concurso do Melhor Mel, realizado durante a primeira Feira do Mel de Rio Branco, no Horto Florestal. A disputa reúne produtores de mel de abelhas com e sem ferrão e busca reconhecer a qualidade dos produtos, considerando características que vão além da aparência. Em entrevista ao Portal Acre Mais, o presidente da comissão avaliadora, o sommelier de mel Fernando Gerhke, de Porto Velho (RO), explicou quais critérios serão utilizados para escolher os vencedores.
Segundo Gerhke, a avaliação considera três características principais: aroma, sabor e persistência do gosto na boca após a degustação. No caso das abelhas sem ferrão, cada espécie pode produzir um mel com particularidades próprias de sabor, consistência e aroma. As floradas também influenciam diretamente o resultado, já que as plantas visitadas pelas abelhas deixam características diferentes no produto. O mesmo acontece com o mel de abelhas com ferrão, cuja composição sensorial pode variar conforme a região e a vegetação disponível para as colônias.
Uma particularidade do concurso é que a aparência não será utilizada como critério de classificação. De acordo com o sommelier, a cor pode influenciar a percepção de quem avalia e criar impressões equivocadas sobre a qualidade do produto. Por isso, a banca concentra a análise no olfato e no paladar, observando primeiro os aromas, depois os sabores e, por último, as sensações que permanecem após a degustação. Em caso de empate, as amostras envolvidas passam por uma nova avaliação da comissão.
Para Fernando, a competição também tem um papel educativo, especialmente para apresentar ao consumidor a diversidade de méis produzidos na Amazônia. “A intenção é mostrar que o produto não tem um único padrão de sabor e que cada espécie de abelha e cada florada podem resultar em experiências diferentes”, explicou.
