Por Wanglézio Braga
A comunidade do rodeio acreano está de luto pela morte do peão Raulan Valentim dos Santos, de 25 anos, natural de Rio Branco. Ele morreu na noite de quinta-feira (15), em Jaru (RO), após ser encontrado desacordado em uma residência no Setor 5. O Corpo de Bombeiros foi acionado, prestou os primeiros atendimentos e encaminhou o jovem ao Hospital Municipal de Jaru, onde a morte foi confirmada. O corpo de Raulan será velado hoje (16) na capela funerária Renascer, localizada na Rua Abunã, nº 137, no Centro de Extrema, em Rondônia.
A Federação Estadual de Rodeios do Acre (FERA) publicou uma nota de pesar assinada pelo presidente Maycon Cunha. “O mundo do rodeio perde um grande profissional. Jovem talento que teve sua carreira interrompida. Que Deus conforte sua família e seus amigos neste momento de dor”, diz um trecho da homenagem. Amigos e colegas também manifestaram tristeza nas redes sociais, lembrando momentos vividos ao lado do peão.
A videomaker Fernanda Machado, conhecida como Feeh e amiga de Raulan, compartilhou fotos e vídeos do jovem e pediu que as pessoas respeitem o sofrimento da família, evitando perguntas sobre o que aconteceu. O peão Ronisson Siqueira também lamentou a perda e chamou atenção para a importância de levar a depressão a sério. As manifestações refletem a dor de uma comunidade que convivia com Raulan nas arenas e fora delas.
PEÇA AJUDA!
Em meio às manifestações de pesar pela morte de Raulan Valentim, o caso também reforça a importância de falar sobre saúde mental e buscar ajuda diante do sofrimento emocional. A depressão é uma condição de saúde que precisa de atenção, acolhimento e acompanhamento profissional, e ninguém precisa enfrentar momentos difíceis sozinho. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, oferecendo apoio emocional e sigiloso. Quem estiver em sofrimento também pode procurar uma unidade de saúde ou um CAPS. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar o SAMU, pelo 192, ou procurar um pronto-socorro. Ouvir sem julgamentos, acolher e incentivar a busca por ajuda pode fazer a diferença.
