Por Wanglézio Braga
O Acre vive um momento decisivo para consolidar sua cafeicultura como referência nacional e internacional. A avaliação é da representante da Embrapa em Brasília, Rita Milagres, que participou nesta quarta-feira (22) do 2º Seminário Estadual da Cafeicultura Acreana, em Rio Branco. Segundo ela, o crescimento acelerado da produção e o potencial do café canéfora produzido no estado colocam o Acre em uma posição estratégica para conquistar novos mercados e agregar valor ao produto.
De acordo com Rita, a produção acreana saltou de cerca de 3 mil toneladas em 2024 para 6,6 mil toneladas em 2025, demonstrando a força de um setor em expansão. Para acompanhar as exigências do mercado internacional, a Embrapa iniciará um trabalho voltado à Indicação Geográfica (IG) do café acreano, iniciativa que busca valorizar a identidade do produto e atender aos critérios cada vez mais rigorosos relacionados à qualidade, rastreabilidade e origem. A proposta ganha ainda mais relevância diante das novas exigências do comércio internacional e da valorização de produtos com identidade regional.
A pesquisadora destacou que, embora o Acre tenha limitações para ampliar áreas de cultivo devido à necessidade de preservação ambiental, esse cenário pode se transformar em uma vantagem competitiva. Segundo ela, o diferencial do estado não está na expansão da área plantada, mas na adoção de tecnologias e inovação capazes de aumentar a produtividade e a qualidade da produção. “Quem será competitivo no mercado mundial é quem investir em tecnologia e inovação”, ressaltou.
Rita Milagres também reforçou que a Embrapa continuará atuando como parceira dos produtores acreanos, levando conhecimento, pesquisa e soluções para fortalecer a cafeicultura. Ela acredita que, com o trabalho conjunto entre instituições e produtores, o café do Acre reúne todas as condições para conquistar reconhecimento nacional e ampliar sua presença no mercado internacional, levando ao consumidor um produto com identidade, qualidade e sustentabilidade.
