Com informações da Assessoria
Porteiras mal posicionadas, corredores estreitos ou estímulos inesperados podem alterar a movimentação dos bovinos e dificultar o manejo. No caso do Girolando, raça responsável por cerca de 80% da produção nacional de leite, segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, adaptar as instalações às características do rebanho contribui para operações mais eficientes e seguras.
“O Girolando resulta da combinação entre a raça zebuína Gir Leiteiro e o gado taurino Holandês, reunindo adaptação ao clima tropical, rusticidade e alta aptidão leiteira”, explica a médica-veterinária Vanessa Amorim, analista de gestão e estratégia agro da Belgo Arames. Segundo ela, observar o comportamento dos animais, suas reações ao ambiente e as situações que provocam inquietação ajuda a planejar instalações adequadas.
Os bovinos são animais gregários e tendem a permanecer próximos uns dos outros. Mudanças repentinas na rotina, disputas em locais de concentração e situações específicas, como o cio e o período após o parto, podem aumentar a agitação. Corredores estreitos, pisos escorregadios, excesso de lama, áreas escuras e falta de sombra ou água também interferem na movimentação e podem aumentar a pressão sobre cercas e estruturas de contenção.
Nesse contexto, o cercamento deve considerar o porte e o temperamento do rebanho, a topografia e a finalidade de cada área. Entre as opções citadas por Vanessa estão o arame liso ovalado Belgo Z-700, com carga de ruptura de 700 kgf, e o Belgo Eletrix, indicado para cercas elétricas e subdivisões de pastagens. “A cerca precisa ser mais do que uma barreira física. Ela deve fazer parte de um sistema integrado que considera o comportamento do rebanho, o manejo e a estrutura da propriedade”, conclui a especialista.
