Por Wanglézio Braga
A Estância Santa Maria, localizada às margens da BR-317, entre Brasileia e Assis Brasil, participa pelo segundo ano consecutivo da Expo Fronteira. Sob o comando de Jeferson Albuquerque, a propriedade levou para a feira oito animais, entre matrizes e reprodutores, selecionados entre os principais exemplares do plantel. A Estância Santa Maria apresentou na Expo Fronteira animais voltados ao melhoramento genético da pecuária do Alto Acre, além de embriões e sêmen que despertaram o interesse de produtores da região e também de visitantes peruanos.
Segundo Jeferson, a participação na feira representa uma oportunidade de aproximar a genética produzida pela estância de pequenos, médios e grandes produtores. Entre os animais apresentados estava Paragon, touro que, de acordo com o proprietário, foi um dos mais visitados durante o evento. O reprodutor é filho de uma linhagem considerada rara no Brasil, da Bilar A4. “A gente está participando com as nossas melhores matrizes e os nossos melhores reprodutores, o mesmo time campeão que participou da Expoacre e trouxe as premiações para o Alto Acre. Tivemos aqui o touro mais visitado da feira, que é o Paragon”, afirmou.

A presença dos produtores peruanos também chamou a atenção durante a exposição. Jeferson relatou procura por embriões e sêmen e explicou que a comercialização de material genético pode ser uma alternativa diante das dificuldades relacionadas à entrada de animais vivos no país vizinho. Parte das negociações foi feita diretamente na propriedade, que fica próxima ao parque de exposições. A procura por genética da Estância Santa Maria também partiu de produtores peruanos que visitaram a Expo Fronteira, fortalecendo a relação comercial que a feira proporciona entre os dois lados da fronteira.
Para Jeferson, estar novamente na Expo Fronteira é também uma forma de manter o trabalho da estância próximo dos criadores da região. Ele atribui os resultados à dedicação e ao conhecimento acumulado na atividade. “Você precisa ter muita paixão, gostar muito, porque é um trabalho de muita dedicação e conhecimento. A gente se sente reconhecido pelas pessoas que realmente querem melhorar a genética do seu rebanho”, disse.
