Por Wanglézio Braga
A presença feminina na cafeicultura acreana tem ganhado cada vez mais espaço e se consolidado como uma das principais forças do setor. A participação das mulheres quadruplicou entre a primeira e a quarta edição do QualiCafé, passando de uma para quatro finalistas, demonstrando o fortalecimento da atuação feminina na produção de cafés especiais no Acre. Nesta edição, das 50 vagas de finalistas, 10 foram ocupadas por mulheres, o equivalente a aproximadamente 20% dos classificados, com pelo menos oito produtoras diferentes chegando à fase final do concurso.
Segundo a secretária de Agricultura do Acre, Temyllis Silva, esse crescimento acompanha uma realidade já observada no campo. “O café está inserido na agricultura familiar, e a agricultura familiar é composta, em sua maioria, por mulheres agricultoras. Por isso, é natural perceber esse crescimento”, afirmou. A gestora destaca que as produtoras têm enxergado na cafeicultura uma oportunidade de ampliar a renda familiar e, por isso, investem cada vez mais em capacitações, cooperativas, associações e assistência técnica, tornando sua participação cada vez mais expressiva em toda a cadeia produtiva.

O Acre também vem se destacando nacionalmente pela qualidade dos cafés especiais produzidos no estado, resultado de investimentos em tecnologia, capacitação e aperfeiçoamento dos produtores. De acordo com Temyllis Silva, cursos sobre colheita, pós-colheita e qualidade do café têm contribuído para elevar o padrão da produção acreana. Ela lembra ainda que as cafeicultoras do estado já conquistaram espaço em competições nacionais, incluindo o prêmio Florada Premiada, voltado exclusivamente para mulheres, e figuram frequentemente entre as finalistas das principais premiações do setor.
Para a secretária, o avanço da participação feminina é consequência direta do protagonismo que as mulheres exercem na agricultura familiar e do empenho diário em produzir cafés de excelência. “Esse crescimento reforça o potencial do Acre para se consolidar como referência nacional na produção de cafés especiais, mostrando que, mais do que números, os resultados refletem compromisso do governo, histórias de dedicação, qualificação e trabalho no campo, construídas por produtoras que vêm transformando a cafeicultura acreana a cada nova safra”, concluiu.
