Por Wanglézio Braga
A história de Solange Salete com o café começou de uma forma inesperada. Acostumada a trabalhar com criação de gado, ela passou a se dedicar à cafeicultura depois do casamento, quando o marido decidiu colocar em prática o cultivo na propriedade da família. Hoje, na segunda safra, ela comemora os resultados e define a experiência como uma “bênção”. Solange Salete foi um dos destaques da área da Agricultura Familiar da ExpoQuinari que teve início na quinta-feira (13).
Na propriedade, com cerca de 9,9 hectares, Solange mantém aproximadamente 9 mil pés de café plantados. O cultivo, segundo ela, mudou também a relação que tinha com a bebida. Antes, não gostava de tomar café puro, mas acompanhar todo o processo, desde a produção das mudas até a colheita, fez com que passasse a valorizar ainda mais o produto. “Agora eu não consigo tomar os outros”, contou durante entrevista ao Portal Acre Mais.
A comercialização ainda ocorre principalmente por meio das redes sociais. Solange conta que vídeos e publicações feitas pelas filhas ajudam a apresentar o produto e aproximá-lo dos consumidores. Batizado de “Sabor da Terra”, o café busca destacar justamente a identidade regional e a relação com o local onde é produzido. “É o café da região mesmo, o sabor que nasce da nossa terra”, explica a produtora.
Mais do que uma fonte de renda, o café passou a representar uma conquista pessoal para Solange. Ela se emociona ao lembrar de onde começou e de como passou a ser reconhecida pelo trabalho com a cafeicultura. “Todo mundo, né? Solange, Solange. É a mulher do café, é o café da Solange”, disse. A expectativa agora é seguir fortalecendo a produção e fazer com que o nome do café continue chegando a novos consumidores.
