Por Wanglézio Braga
Da arena para brete de julgamento, a trajetória de Artemildo Gomes é marcada pela persistência e pela paixão pelo rodeio. Hoje atuando como juiz na 5ª Feira do Agro de Plácido de Castro, a Expo Plácido, o acreano de Capixaba encontrou uma nova forma de permanecer próximo do esporte depois que uma lesão interrompeu sua carreira como competidor.

Durante anos, Artemildo montou em bois e viveu a rotina dos peões dentro das arenas. Após sofrer uma lesão, passou cerca de 11 anos afastado do rodeio. Depois de uma cirurgia, ainda tentou retornar às competições, mas percebeu que as limitações físicas já não permitiam acompanhar o ritmo das novas gerações. “Eu não queria abandonar o rodeio, só não sabia em qual função eu poderia continuar”, relembra. A resposta veio em 2025, quando participou de um curso ministrado por um experiente juiz paulista durante uma exposição agropecuária no Acre.
Desde então, Artemildo iniciou uma nova etapa na carreira. Depois de atuar em rodeios na região de Capixaba, chegou à 5ª Feira do Agro de Plácido de Castro como um dos responsáveis por avaliar as apresentações dos competidores. Segundo ele, o rodeio acreano vive um momento de crescimento e fortalecimento. “O rodeio no Acre evoluiu muito nos últimos anos e ganhou força novamente”, avalia, destacando que a modalidade ainda precisa ampliar o conhecimento do público e incorporar ferramentas que contribuam para a profissionalização do setor.
Ao contrário do que muitos imaginam, a preparação de um juiz de rodeio exige estudo constante e observação técnica. Artemildo conta que passa horas assistindo competições pela televisão e treinando a análise das notas antes mesmo dos anúncios oficiais. Para quem sonha em seguir o mesmo caminho, ele deixa um conselho simples e direto: “Tudo que a gente sonha e acredita, a gente conquista. Basta correr atrás e acreditar”.
