Da redação do Portal Acre Mais
Moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes participaram neste sábado (16), em Xapuri, de um encontro voltado à discussão sobre o direito de permanência das famílias e produção na região, além de mudanças nas regras de utilização da reserva. O evento reuniu lideranças políticas, produtores rurais e representantes de comunidades locais. Entre os presentes estava o ex-prefeito de Epitaciolândia e pré-candidato a deputado estadual, delegado Sérgio Lopes. O encontro debateu os impactos das fiscalizações ambientais e o futuro das famílias que vivem dentro da Reserva Chico Mendes.
Durante a programação, Sérgio Lopes afirmou que a intenção é reunir relatos dos moradores para encaminhar ao deputado federal Nikolas Ferreira, buscando apoio para discutir a regularização da reserva e alterações no plano de utilização da área. Segundo ele, muitos produtores enfrentam dificuldades relacionadas à permanência nas propriedades e às restrições impostas por órgãos federais. “Seguiremos defendendo quem produz, quem trabalha e quem quer apenas viver em paz na sua terra. Desenvolvimento e preservação precisam caminhar juntos”, declarou.

O ex-prefeito também foi lembrado por alguns participantes por ter prestado apoio durante manifestações realizadas no ano passado em Xapuri, após operações ambientais que geraram protestos nas ruas de Xapuri. Na ocasião, Sérgio Lopes esteve presente entre os manifestantes, oferecendo apoio às famílias e distribuindo água e lanches aos participantes do movimento em apoio aos produtores Gutierres e Josenildo Mesquita. O gesto foi citado por moradores como demonstração de solidariedade em um momento de tensão vivido pela comunidade.
Ao final do encontro, lideranças defenderam mais diálogo entre autoridades e moradores da reserva para buscar soluções que conciliem produção rural, dignidade das famílias e preservação ambiental. “Infelizmente, muitas famílias têm enfrentado verdadeiras perseguições por parte de órgãos do governo federal. Pessoas estão sendo retiradas de suas terras, tendo gado apreendido e patrimônios destruídos, como cercas e currais danificados. Situações que ferem não apenas o direito ao trabalho, mas também a história e a sobrevivência dessas famílias. Seguiremos defendendo quem produz, quem trabalha e quem quer apenas viver em paz na sua terra. Porque desenvolvimento e preservação precisam caminhar juntos”, concluiu.
