Por Wanglézio Braga
Pesquisadores, extrativistas e representantes de instituições públicas participaram, na última sexta-feira (8), em Rio Branco, da Oficina de Planejamento Integrado Territorial para ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Sociobioeconomia e Bioeconomia Inclusiva. O encontro faz parte de um conjunto de oficinas promovidas pela Embrapa na Amazônia com apoio do Ministério do Meio Ambiente, buscando construir estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável e à valorização das populações tradicionais. A iniciativa discute caminhos para fortalecer a bioeconomia inclusiva e impulsionar cadeias produtivas sustentáveis no Acre.
De acordo com Fernanda Fonseca, analista da Embrapa Meio Ambiente, o projeto prevê a realização de 12 oficinas na Amazônia para ouvir representantes do poder público, organizações de apoio e comunidades extrativistas. A proposta é reunir subsídios para definir prioridades de pesquisa pelos próximos cinco anos, especialmente em regiões consideradas estratégicas. No Acre, o território priorizado compreende a microrregião de Brasiléia, envolvendo os municípios de Assis Brasil, Xapuri, Brasiléia e Epitaciolândia.

Durante os debates, participantes apontaram pontos fortes da produção de castanha, como a presença natural das castanheiras, competitividade de mercado e valorização do produto. Por outro lado, também foram destacados desafios relacionados à oscilação da produção e aos impactos das mudanças climáticas. Segundo Fernanda, o objetivo é identificar de que forma a pesquisa científica pode contribuir para superar gargalos enfrentados pelos produtores e comunidades extrativistas. Mudanças climáticas e desafios da produção de castanha estão entre os principais temas debatidos pela Embrapa no Acre.
A analista destacou ainda que a bioeconomia inclusiva busca unir conhecimento científico e saberes tradicionais, valorizando as populações amazônicas dentro das políticas de desenvolvimento regional. A oficina realizada em Rio Branco encerra o ciclo de encontros do projeto no Acre, mas outras atividades semelhantes continuam previstas em diferentes estados da Amazônia Legal.
