Por Wanglézio Braga
A cadeia produtiva do café no Acre deu mais um passo rumo à industrialização. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) autorizaram, nesta sexta-feira (27), o início das obras da unidade de beneficiamento de café em Capixaba. O projeto, considerado estratégico para o fortalecimento do café robusta amazônico, deve beneficiar diretamente cerca de 400 famílias produtoras no estado.
A ordem de serviço foi assinada em cerimônia realizada na sede da Cooperacre, em Rio Branco, com a presença da diretora da ABDI, Perpétua Almeida, do superintendente da cooperativa, Manoel Monteiro, e da presidente da Copasfe, Nilva Dantas. As obras estão previstas para começar na próxima segunda-feira (30) e devem ser concluídas em cerca de seis meses, consolidando um novo polo de processamento do café na região.

O investimento total é de R$ 14,7 milhões, sendo R$ 13,1 milhões oriundos da ABDI e R$ 1,6 milhão de contrapartida da Cooperacre. Segundo Perpétua Almeida, a iniciativa representa uma mudança de estratégia ao levar industrialização também aos pequenos produtores. “Estamos trazendo tecnologia e estrutura para quem produz no campo, fortalecendo cooperativas e gerando renda. Quando a indústria chega, ela transforma a economia local”, afirmou e acrescentou: “A proposta integra um conjunto de ações que buscam ampliar a industrialização do café e agregar valor à produção no Acre”.
Além da unidade de Capixaba, o convênio prevê a implantação de outras agroindústrias no estado, incluindo projetos em municípios Acrelândia e Feijó, essa última cidade com produção de açaí. “Estamos levando tecnologia e modernização para a economia regional. Acreditamos que a indústria é o motor que melhora processos e gera as oportunidades que elevam a qualidade de vida de quem vive e produz na região”, concluiu.
