Por Wanglézio Braga com informações da Assessoria IMAC
A cadeia produtiva da suinocultura no Acre vem ganhando força e organização, especialmente nos municípios de Epitaciolândia e Brasileia, onde estão concentradas as principais propriedades licenciadas pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Em 2025, o órgão ambiental autorizou o funcionamento de 22 granjas, com capacidade para alojar mais de 47 mil suínos e ciclo médio de produção de 100 dias, consolidando a região do Alto Acre como polo estratégico da atividade no estado.
Além das granjas, o Imac também licenciou duas Unidades de Produção de Leitões (UPLs), uma já em operação em Brasileia e outra em fase de implantação em Epitaciolândia. A ampliação da estrutura produtiva reforça o crescimento do setor e a modernização da suinocultura acreana, garantindo maior oferta de animais, padronização genética e ganhos em produtividade.
Embora muitas vezes encarado apenas como uma exigência legal, o licenciamento ambiental tem se mostrado decisivo para a sustentabilidade econômica da atividade. A gestão adequada dos dejetos, a redução dos custos de produção e o acesso a mercados mais exigentes, inclusive internacionais, estão entre os principais benefícios. Com o tratamento correto, os resíduos deixam de ser um passivo ambiental e passam a ser aproveitados como fertilizantes orgânicos, reduzindo a dependência de adubos minerais, que têm registrado alta nos preços.

