Por Wanglézio Braga
A cobrança eletrônica de pedágio na BR-364, entre Porto Velho e Vilhena, começa no dia 12 de janeiro e já preocupa o setor de transporte de cargas no Acre. A presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas e Transportadores Autônomos do Acre (SETACRE), Nazaré Cunha, disse ao Portal Acre Mais que o frete deve subir. Segundo ela, “haverá aumento a partir de 5% nas operações de transporte com essa cobrança de pedágio”.
Nazaré critica o fato de o pedágio começar antes de melhorias estruturais mais visíveis na rodovia. “As benfeitorias que deveriam ter antes na BR-364 só serão vistas nos próximos anos, no futuro. Todo mundo do setor de transporte e logística vai ter que pagar! Tarde demais discutir agora possíveis queixas”, afirmou. Ela explica que o impacto varia conforme o tipo de carga. “De modo geral, acredito que seja aumento de um real por operação, mas depende do que está transportando. Esse valor vai para todos que transportam, por exemplo agronegócio, indústria, produção”, reforçou.

A presidente do SETACRE também criticou a forma como o sistema foi aprovado. “Eles aprovaram esse sistema de pedágio no apagar das luzes. A gente não pode fazer mais nada. O sindicato fez sua manifestação via nossa federação, que fica sediada em Manaus”, disse. Para ela, o custo recai sobre toda a cadeia logística, desde o frete agrícola até a indústria.
Com tarifas variando por ponto de cobrança ao longo da rodovia, empresas e produtores rurais que dependem do transporte rodoviário devem ajustar planilhas e contratos. A expectativa do setor é de que as melhorias previstas na BR-364 realmente avancem, já que a rodovia é o principal corredor de escoamento para o Acre e Rondônia.
