Da redação do Portal Acre Mais
As denúncias feitas pela ex-primeira-dama de Xapuri, Ana Carla Oliveira, de 29 anos, contra o prefeito do município, Maxsuel Maia (PP), provocaram forte repercussão no Acre e colocaram o Partido Progressistas (PP), uma das maiores agremiações, no centro de um silêncio que começa a gerar questionamentos públicos. As acusações de agressões físicas e psicológicas expostas nas redes sociais levantam dúvidas sobre a postura do partido diante de um caso grave envolvendo um de seus principais quadros no interior do estado.
Ana Carla tornou públicas mensagens e relatos sobre o relacionamento de três anos com o prefeito. Nos prints divulgados, ela descreve episódios de violência, como tapas, arremesso de objetos e uma situação em que afirma ter sido estrangulada. Os relatos e imagens divulgados nas redes sociais apontam para supostos episódios de violência doméstica praticados por um agente público em pleno exercício do mandato.
Apesar da gravidade das acusações, o Partido Progressistas no Acre permanece em silêncio. A reportagem procurou a assessoria da sigla nesta quinta-feira (05), para saber se haverá algum tipo de apuração interna, manifestação pública ou medida disciplinar, mas não houve retorno por parte da assessoria. O silêncio da legenda diante de denúncias de violência contra a mulher envolvendo um prefeito filiado levanta críticas e expõe uma contradição entre discurso institucional e prática política.
PP MULHER – SILÊNCIO CASTO!
A ausência de posicionamento também se estende ao PP Mulher no Acre, que até o momento não se manifestou sobre o caso. O silêncio é ainda mais simbólico diante da proximidade do Dia Internacional da Mulher, frequentemente celebrado nas redes institucionais do partido com discursos de valorização feminina. No Acre, o PP é uma das maiores forças políticas, reunindo em seus quadros o governador, a vice-governadora e em seus quadros o prefeito de Xapuri — o que amplia a cobrança pública por explicações e posicionamentos claros diante das denúncias.
