Por Wanglézio Braga / Fotos: Arquivo Pessoal
O produtor rural Edvaldo Nogueira, de Porto Walter, teve que reduzir drasticamente sua granja por conta das dificuldades logísticas enfrentadas durante o período atual da seca. Antes, ele trabalhava com cerca de 3.500 aves, produzindo mais de 2 mil ovos por dia, volume suficiente para abastecer toda a cidade e ainda enviar parte para Tarauacá e Cruzeiro do Sul. Hoje, com apenas 1.600 galinhas, ele já não consegue atender a demanda local.
Segundo Edvaldo, a maior dificuldade está no transporte de ração. Com os rios secos, a navegação se torna limitada e os insumos não chegam em tempo hábil. Como consequência, os moradores de Porto Walter voltaram a depender de ovos trazidos de outras cidades, produtos que muitas vezes demoram dias para chegar e, em alguns casos, chegam quebrados ou estragados.

O produtor lamenta a situação e explica que todo o investimento feito acabou comprometido. “O meu sentimento é de impotência e frustração. A gente conseguiu montar uma estrutura que deu muito certo, abasteceu a cidade inteira, mas quando olha para as dificuldades da logística, tem que retroceder”, desabafou.
A esperança dos produtores da região está ligada à construção da estrada de acesso a Porto Walter. De acordo com Edvaldo, já houve um acordo entre o Governo Federal e o Governo do Estado para dar encaminhamento ao licenciamento do projeto. “Enquanto essa estrada não for resolvida, vamos continuar sofrendo com o isolamento”, afirmou.

