Por Wanglézio Braga
O preço da cesta básica em Rio Branco registrou alta de 0,81% em janeiro de 2026, na comparação com dezembro do ano passado, e passou a custar R$ 631,20, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do aumento mensal, o comprometimento da renda do trabalhador apresentou queda, refletindo recuo em parte dos alimentos essenciais.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, quatro dos 12 produtos que compõem a cesta apresentaram aumento, com destaque para o tomate, que subiu 3,99%, seguido pela carne bovina de primeira, com alta de 2,10%, e o pão francês, que avançou 0,71%. Em contrapartida, oito itens tiveram redução, como mandioca (-5,59%), arroz agulhinha (-1,88%), café em pó (-1,80%) e açúcar cristal, contribuindo para amenizar o impacto da alta. A oscilação nos preços dos alimentos reflete fatores sazonais, climáticos e logísticos que influenciam o custo final ao consumidor.
No acumulado entre abril de 2025 e janeiro de 2026, apenas dois produtos registraram elevação: óleo de soja (6,80%) e carne bovina de primeira (5,95%). Já alimentos como mandioca (-13,10%), banana (-6,88%), feijão carioca, açúcar cristal e café em pó apresentaram queda no período, indicando certa estabilidade nos preços de itens essenciais.
Com o valor atual, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 85 horas e 40 minutos para comprar a cesta básica, contra 90 horas e 44 minutos em dezembro. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, 42,10% da renda mensal foi comprometida em janeiro, abaixo dos 44,59% registrados no mês anterior.
