Na Aleac, produtores cobram soluções para áreas embargadas e alertam sobre rastreabilidade bovina

Por Wanglézio Braga

Produtores rurais do Acre participaram, na manhã desta terça-feira (17), de uma reunião na Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) para discutir temas que têm impactado diretamente o setor, como a rastreabilidade bovina, embargos de áreas produtivas e questões relacionadas ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf). O encontro foi realizado pela Comissão de Agricultura da Casa e contou com a presença dos deputados José Tchê, Tanísio Sá e Manoel Moraes. Produtores rurais do Acre debatem impactos da rastreabilidade bovina e embargos ambientais na produção.

Durante a reunião, a advogada e produtora rural Raimunda Queiroz explicou que a principal preocupação dos produtores está relacionada à implementação da rastreabilidade individual do rebanho, especialmente diante do número elevado de áreas embargadas no estado. “Hoje nós somos produtores rurais, principalmente pequenos e médios, que representam cerca de 70% do nosso povo rural. Viemos falar sobre a rastreabilidade profunda, que pode trazer um impacto muito grande para o nosso setor produtivo”, afirmou. A rastreabilidade bovina exige a identificação individual dos animais, o que pode dificultar a comercialização em áreas embargadas.

Segundo ela, mais de 5 mil áreas estão embargadas no Acre, o que impede a comercialização de animais nessas regiões e afeta diretamente a subsistência de muitas famílias. “No nosso estado, temos muitas áreas embargadas, principalmente de pequenos produtores que dependem dessas terras para sobreviver. A rastreabilidade exige que o produtor identifique cada animal, mas essas áreas não podem comercializar”, destacou. Pequenos e médios produtores representam cerca de 70% da população rural do Acre e são os mais afetados pelas restrições ambientais.

Os produtores defendem que a implementação da medida ocorra apenas após avanços na regularização fundiária e ambiental. “Nosso posicionamento é que primeiro haja regularização fundiária e ambiental para depois implementar a rastreabilidade. Caso contrário, isso vai afetar diretamente os pequenos e médios produtores”, concluiu Raimunda Queiroz.

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