Por Wanglézio Braga
O mercado de cebola fechou dezembro mantendo a tendência de alta observada desde outubro, segundo o boletim hortifrutigranjeiro da Conab. Os preços da cebola seguem em trajetória ascendente no Brasil, impulsionados pela redução da oferta e pela concentração da produção em poucas regiões do país. Na média ponderada nacional, as cotações subiram 12,24% em outubro, 8,79% em novembro e alcançaram o pico em dezembro, com elevação de 22,79% em relação ao mês anterior.
Apesar do cenário geral de valorização, duas centrais registraram queda nos preços em dezembro: Ceasa de São José (SC), com recuo de 14,50%, e Ceasa de Rio Branco (AC), onde a cebola caiu 56,35%. A proximidade das Ceasas catarinenses das áreas produtoras ajudou a conter as altas, enquanto os maiores reajustes foram observados no Nordeste, com destaque para Recife (PE), que teve aumento de 52,82%, e Fortaleza (CE), com avanço de 38,48%.
No Acre, os dados da Ceasa de Rio Branco mostram forte oscilação na comercialização do produto. Em dezembro de 2024 foram comercializados 64,6 mil quilos de cebola, volume que caiu drasticamente para 3,16 mil quilos em novembro de 2025. Já em dezembro de 2025, houve recuperação parcial, com entrada de 31,32 mil quilos. A variação no volume ofertado influencia diretamente o comportamento dos preços no mercado local, afetando tanto produtores quanto comerciantes.
No cenário nacional, Santa Catarina lidera o registro de comercialização, com mais de 13,3 milhões de quilos, seguida por Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A concentração da produção nas regiões Sul e Sudeste reforça a dependência logística de estados mais distantes, o que ajuda a explicar as altas mais intensas observadas nas Ceasas do Nordeste e do Norte, onde a cebola chega com custos maiores de transporte e menor regularidade de oferta.

