Da redação do Portal Acre Mais
O mês de março marca a transição do verão para o outono no Acre, mas, na prática, o calor e as chuvas continuam firmes, exigindo atenção redobrada do produtor rural. De acordo com o pesquisador Davi Friale, do Portal O Tempo Aqui, março é historicamente o mês mais chuvoso no centro e no oeste do estado, incluindo as regiões de Tarauacá e Cruzeiro do Sul, e o terceiro mais chuvoso no leste e no sul, onde estão Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira. Para a agricultura, o período é decisivo tanto para o desenvolvimento das lavouras quanto para o manejo de solo, pastagens e rebanhos.
As chuvas intensas, que podem ocorrer em curtos intervalos de tempo, favorecem culturas como milho, mandioca, arroz e hortaliças, mas também aumentam o risco de encharcamento do solo, erosão e dificuldade de acesso às áreas de produção. O produtor deve redobrar os cuidados com drenagem, conservação de estradas vicinais e proteção das lavouras, especialmente diante da previsão de pancadas volumosas em poucas horas, capazes de provocar alagamentos e transbordamento de igarapés.
Segundo a análise climática para março de 2026, a tendência é de chuvas ligeiramente abaixo da média, porém concentradas, o que exige planejamento no plantio e na colheita. As temperaturas devem ficar dentro ou um pouco abaixo do padrão histórico, com máximas entre 29°C e 32°C e mínimas variando de 21°C a 24°C, podendo cair ainda mais com a eventual chegada de ondas de ar polar na segunda quinzena do mês. Essas condições favorecem o desenvolvimento das culturas, mas também demandam atenção ao manejo animal e à sanidade do rebanho.
Com o fim oficial do verão no dia 21 de março, quando ocorre o equinócio, o produtor entra em uma fase estratégica do calendário agrícola. A combinação de calor, umidade e possíveis quedas pontuais de temperatura torna essencial o acompanhamento diário da previsão do tempo, garantindo decisões mais seguras no campo, redução de perdas e melhor aproveitamento da janela produtiva.
