Por Wanglézio Braga
A safra de pitaya ganha força no Acre e começa a ocupar espaço nas feiras e mercados de Rio Branco, com o quilo da fruta sendo comercializado entre R$ 20 e R$ 25. A produção que abastece a capital é, em sua maioria, local, vinda de áreas cultivadas em Rio Branco, Capixaba e Acrelândia, municípios que vêm apostando na fruta como alternativa de diversificação e renda no campo.
Conhecida pelo visual exótico e pelo alto valor agregado, a pitaya ainda carrega a fama de fruta cara, mas produtores explicam que o preço reflete os custos de implantação, manejo e colheita. A cultura exige cuidados específicos, estrutura de sustentação e mão de obra qualificada, além de um período de formação até atingir plena produção, fatores que impactam diretamente no valor final ao consumidor.

Além do apelo comercial, a pitaya se destaca pelas propriedades nutricionais. Rica em fibras, vitaminas, antioxidantes e com baixo teor calórico, a fruta é associada a benefícios como melhora da digestão, fortalecimento do sistema imunológico e auxílio no controle do colesterol. Esse conjunto de atributos tem impulsionado a demanda, especialmente entre consumidores que buscam alimentação saudável.
No Acre, o clima quente e o regime de chuvas bem distribuído favorecem o cultivo da pitaya, o que abre espaço para expansão da área plantada nos próximos anos. Para o produtor rural, a fruta surge como uma opção promissora, tanto para venda in natura quanto para agregação de valor, com derivados como polpas, geleias e sucos, ampliando as oportunidades no mercado local.
