Por Wanglézio Braga
O ano de 2025 foi marcado por extremos climáticos no Acre, com impactos diretos na rotina do produtor rural. Dados levantados pelo pesquisador Davi Friale, do Portal O Tempo Aqui, mostram que a temperatura no estado variou de 10,9°C a 38,4°C, um cenário que exige planejamento tanto para a lavoura quanto para a pecuária.
A menor temperatura do ano no Acre foi registrada em Epitaciolândia, no dia 3 de julho, quando os termômetros marcaram 10,9°C, típica influência das friagens. Já o calor mais intenso ocorreu em Tarauacá, no dia 1º de setembro, com máxima de 38,4°C. Em Rio Branco, a mínima foi de 12,1°C e a máxima chegou a 37,1°C, mostrando amplitude térmica significativa ao longo do ano.
As chuvas também chamaram atenção. O maior volume em 24 horas foi registrado em Brasileia, com 191,8mm no dia 2 de setembro. Dezembro concentrou o maior acumulado mensal, com 543,4mm, mais que o dobro da média histórica, fator que influencia diretamente o preparo do solo, o manejo de pastagens e o escoamento da produção.
Outros extremos completam o retrato climático de 2025 no Acre, como a umidade relativa do ar que chegou a apenas 19% em Rio Branco, ventos de até 77,8 km/h e noites mais quentes que dificultam o conforto térmico animal.
