Cota de exportação para a China acende alerta na pecuária do Acre: “Nada de pressa para vender”

Por Wanglézio Braga

A decisão da China de estabelecer uma cota de 1,1 milhão de toneladas para a carne bovina brasileira, com tarifa de 55% sobre o volume que ultrapassar esse limite, começou a valer no dia 1º de janeiro. O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Feijó, Claudélio Bomfim, avaliou em entrevista ao Portal Acre Mais que o momento é de observação.

“Na minha opinião, a cota que a gente tem direito a vender pra China antes de ser tarifado é alta. Pode acontecer até de ter anos que o Brasil não tenha carne pra fornecer toda essa cota”, afirmou.

Para ele, o maior risco é o atravessador usar o tema como argumento para reduzir o preço pago ao produtor.Não devemos criar alarme para que o atravessador não ganhe espaço usando esse tarifaço pra pressionar o nosso produtor a vender a carne dele mais barato. Que isso não seja usado como desculpa para colocar preço na nossa carne”, alertou.

Bomfim reforça que o produtor deve ter firmeza nas negociações. “O preço da nossa carne quem coloca somos nós, porque somos nós que produzimos. Somos nós que estamos de sol a sol no campo”, disse. Ele pede calma antes de fechar negócios. “O mercado não tem carne suficiente para toda a demanda do Brasil e das exportações. Então a gente não precisa cair em laços de atravessadores e especuladores.”

Segundo o dirigente, o recado principal é prudência. “A palavra é cautela e vamos continuar trabalhando”, concluiu.

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