Por Wanglézio Braga

A aposta em frutas nativas como alternativa de renda no Acre tem mostrado resultados positivos. Em Rio Branco, a produtora Antônia Rodinéia Lima Castro, conhecida como Neia, transformou o cultivo da pitomba em sucesso de vendas no Mercado da Estação Experimental. Mesmo com uma área pequena, ela colhe todos os anos e surpreende consumidores que ainda não conheciam a fruta. “Eu plantei sem saber que era uma fruta comestível. Quando descobri, trouxe cinco caixas e não deu pra quem quis”, conta.
A pitomba, conhecida cientificamente como Talisia esculenta, é uma fruta nativa do Brasil e chama atenção por seu alto valor nutricional e potencial comercial. Rica em vitamina C, vitaminas do complexo B, fibras e minerais como cálcio e ferro, pode ser consumida in natura ou usada em sucos, geleias e licores. Na medicina popular, é associada a efeitos anti-inflamatórios e digestivos, com folhas usadas para chás medicinais.
Por ser uma espécie bem adaptada ao clima amazônico, a pitomba apresenta boa rusticidade e baixo custo de manejo, o que favorece o cultivo em pequenas propriedades. Tradicionalmente, a pitomba é consumida in natura, mas também pode ser utilizada no preparo de sucos, geleias, doces e licores artesanais.
Na chácara localizada na zona rural do Bujari, Néia cultiva cerca de 15 a 20 pés de pitomba, o que já garante produção suficiente para abastecer o mercado local. Atualmente, a fruta é vendida em cachos por R$ 10, valor acessível que facilita a aceitação do público. “Tem gente que nunca provou. Experimenta e já leva mais para a família”, relata a produtora.

