Com apenas R$ 2,4 milhões, agricultura de Feijó fica subfinanciada frente ao papel que exerce

Por Wanglézio Braga

O município de Feijó iniciou 2026 com o orçamento definido e publicado em lei, garantindo previsibilidade para a gestão pública e para setores estratégicos da economia local, incluindo o agronegócio. Decreto de Lei publicado no DOE de sexta-feira (09) estima a receita e fixa a despesa do município em R$ 103,9 milhões para o exercício financeiro deste ano, mantendo o equilíbrio entre arrecadação e gastos, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Do total previsto, o Orçamento Fiscal concentra a maior parte dos recursos, somando R$ 84,8 milhões, enquanto o Orçamento da Seguridade Social alcança R$ 19,1 milhões, destinados às áreas de saúde, previdência e assistência social. A distribuição garante a manutenção dos serviços essenciais e a continuidade das políticas públicas voltadas à população urbana e rural. A lei orçamentária também autoriza o Executivo a realizar ajustes ao longo do ano, como remanejamento de recursos, abertura de créditos suplementares de até 10% do orçamento e atualização monetária, caso a inflação ultrapasse dois dígitos.

Na peça, um dado que chama atenção é a dotação específica para a agricultura. A Secretaria Municipal de Agricultura contará com R$ 2,48 milhões em 2026, valor destinado a ações de apoio à produção, fortalecimento da atividade no campo e execução de programas e convênios que podem beneficiar desde a agricultura familiar até médios produtores do município.

A análise do quadro orçamentário mostra que a Secretaria Municipal de Agricultura contará com R$ 2,48 milhões em 2026, valor inferior ao destinado a pastas de ‘menor impacto direto’ na geração de renda, como para as secretarias de Ação Social (R$ 2.710.664,50), Cultura, Lazer, Esporte e Turismo (R$ 3.601.801,11) e Planejamento e Finanças (R$ 5.277.105,38).

Mesmo sendo o agronegócio um dos principais pilares econômicos de Feijó, com destaque para o açaí e a pecuária, responsável por movimentar o comércio, gerar empregos e sustentar a arrecadação do município, o orçamento da agricultura ainda aparece modesto quando comparado ao seu peso real na economia local, indicando espaço para uma priorização maior do setor que mantém a cidade de pé.

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