Por Wanglézio Braga
A cafeicultura do Vale do Juruá está de luto nesta quinta-feira (08) com a morte do produtor rural Gildenilson Feliciano, conhecido como “Baixinho”, de Cruzeiro do Sul. Pioneiro no cultivo de café clonal na região, ele morreu vítima de infarto, aos 59 anos, enquanto participava de um evento ligado à cadeia produtiva do café, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Baixinho foi um dos primeiros produtores a apostar no café clonal em Cruzeiro do Sul, em 2018, quando a atividade ainda dava os primeiros passos no Juruá. Empreendedor rural, ajudou a abrir caminhos para a valorização do café acreano e, no ano passado, integrou a Missão Itália, promovida pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), voltada à comercialização de cafés especiais e participou de eventos em Minas Gerais como a Semana Internacional do Café (SIC).
Além da cafeicultura, o produtor também investia em outras culturas, como açaí e citrus, e estava dando início a um projeto de cultivo de cacau, sempre com foco na diversificação e no fortalecimento da produção familiar.
O velório será realizado na Igreja Assembleia de Deus, na Vila Lagoinha, ao lado do Posto do Vicente. O sepultamento está previsto para esta sexta-feira (09), no Cemitério Municipal de Cruzeiro do Sul. A partida precoce deixa saudade, mas também um exemplo de coragem, inovação e amor pelo agronegócio no Juruá.
