Por Wanglézio Braga
O Acre manteve em 2024 o mesmo número de cachaçarias registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa): são 11 estabelecimentos formalizados, repetindo o total de 2023. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) no Anuário da Cachaça 2025, documento oficial da Secretaria de Defesa Agropecuária que compila os registros de produtores e exportações do setor.
Apesar da estabilidade no Acre, a região Norte apresentou o maior crescimento proporcional do Brasil no setor, com alta de 16,7% no número de cachaçarias registradas. Foram dois novos registros, o que indica um leve aquecimento na cadeia produtiva da bebida típica. Ainda assim, a região segue com a menor participação nacional, somando apenas 12 estabelecimentos — o que representa apenas 1,1% do total brasileiro.

O Brasil conta hoje com ao menos um produtor de cachaça formalizado em 735 municípios, com média de um para cada 167 mil habitantes. No Acre, o número reduzido de unidades reflete tanto os desafios logísticos quanto as limitações de mercado, mas também a resistência de empreendedores que mantêm viva uma tradição marcada pelo saber popular e pela valorização de ingredientes regionais.
Mesmo com pequena participação, o estado integra o circuito nacional da cachaça com destaque para produções artesanais, em especial nas regiões rurais, onde a atividade movimenta pequenos negócios e fomenta o setor. A expectativa, com os incentivos adequados, é de que o Acre também avance na ampliação e valorização de sua produção.