Por Wanglézio Braga
O Brasil ampliou o acesso a novos mercados internacionais com a conclusão de negociações sanitárias que liberam a exportação de produtos agropecuários para a Malásia e Mianmar. A abertura desses mercados pode beneficiar diretamente o Acre, estado com forte base no extrativismo e na produção agroflorestal, especialmente em cadeias como castanha-do-brasil e café.
Em Mianmar, o acordo autoriza a entrada de amendoim, gergelim, castanha-do-brasil, castanha de baru e mudas de café. A inclusão desses produtos amplia e diversifica a pauta exportadora brasileira, criando novas possibilidades para produtores e cooperativas da Amazônia. Só em 2025, o país asiático importou mais de US$ 38 milhões em produtos agropecuários do Brasil, o que indica um mercado em expansão.
Para o Acre, o cenário pode ser muito estratégico. O estado é um dos principais produtores extrativistas do país, com destaque para a castanha-do-brasil, além de avançar na produção de café e sistemas agroflorestais.
